15/03/2012

Sobre anjos, demônios e um carnaval!

Demorou quase um mês, mas saiu, e veio em quatro partes, que já resolve tudo é de uma vez..

Divirtam-se ( ou não!)


Anjos...

Tem dias que a gente se perde, e neste dia eu vivi na pele a sensação.
Eu não tinha nada, eu tinha ele!
E minha mania de ser independente...  perdi a pose, perdi tudo.
Ele me puxou pelo braço e aos berros avisou: Ei, eu tô aqui!

Eu não queria, mas fica aquela sensação confusa, eu não quero que saia de perto, antes de qualquer coisa, o que nos envolveu em umas e tantas foram a cumplicidade e amizade que já existiam.

Mas naquele dia, ele foi o cara que a gente insiste em não deixar os caras serem, eu fiquei de menina histérica tentando achar soluções completamente surtadas enquanto o homem resolveu tudo, sem soltar uma palavra que desse alimento a minha loucura.

E ficou perto, até o momento que percebeu que a louca tinha voltado para o seu estado normal! (pelo menos o que eu em estado pleno de feminice julgo que possa ser)

Mulherzinha digo: tem homens e Homens, o H é maiúsculo proporcional a asa de anjo que eles sabem ter nas horas certas!

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Eu me apaixonei naquele carnaval... ele foi aquele pierrot que me abraçou e me beijou!
E acabou.

Não mais carnaval, e eu preocupada se o tal gostava de comer salmão!

Ele não só come, como gosta e muito, a diferença é que ele gosta é de comer o salmão, não de colocar na vitrine pra ver quem dá mais pelo peixe.
E gosta de tantas outras coisas lindas... e tem o abraço mais aconchegante da terra, a gargalhada mais feliz, a voz mais gostosa e os pensamentos mais  lindos de ouvir sobre tudo.

E foi quase, que perco tudo isso para um carnaval, um mero desejo de 4 dias.

Se a gente deixar ser... a vida entrega de presente muito mais do que a gente desejou e sempre muito melhor do que idealizamos.

Desejo dura um carnaval... a vida, “muda muito rápido e agora, é.” 

O salmão nem me importa mais.

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Demônios...

Mas nem tudo são flores na terra do amor.
E a senhorita nunca foi das mansas

Vale uma noite e a mágica acontece
E as lembranças do dia de perda reviram a mente

Já que não lembro
A gente repete

Este conto ainda não terminou.


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Aviso aos navegantes

A habilidade para retirar os grampos que prendem o meu cabelo é fundamental para o bom andamento da relação!

Quando uma moça diz que não vai rolar nada, tenha a certeza de que ela tá falando a verdade.

Acho deselegante sair de fuga pela manhã.

Não sou feliz todos os dias, na verdade eu sou cheia de manias e muito chata.

Carnaval 2013 , faltam 333 dias.

14/03/2012

Status

Status
Thiago Carvalho




Caro Sr. Zuckerberg,

Esqueçamos essa limitação atual de “em um relacionamento sério”, “amizade colorida”, “noivo” e “casado” (solteirice não é relacionamento, é vadiagem). Ta na hora de expandir o menu de status dessa sua pajelança sócio-virtual.

É que a vida é mais cheia de nuances do que sonha nossa daltônica filosofia. Há os enlaces fatais, os que juram ser na saúde e na doença, na vida e na morte, na firma e na firmeza, e há também os barcos tombados.

Há os amores esculhambados, mas acho o amor sempre lindo, coisa brega, to muito dentro.

A modernidade é isso, a parada existencialista é puro caos. Cada um, cada dois.

Proponho acrescentar as seguintes opções ao menu:

- Está em um relacionamento divertido;
- Está em um relacionamento fala sério;
- Está em um relacionamento gay, pronto falei;
- Está em um relacionamento e com dez quilos a mais;
- Está em um relacionamento platônico, quiçá punheteiro;
- Está em um relacionamento fuleiro;
- Está em um relacionamento vuco-vuco, pega aqui que eu pego aí.
- Está em um relacionamento eterno enquanto duro;
- Está em um relacionamento feliz com o que tem;
- Está amasiado;
- Juntou as escovas de dente com (nome da segunda metade);
- Está em um relacionamento corra lola corra e sai da frente.

És rapazote, não se torne mais um bilionário careta. Liga pra Sr. Hugh Hefner, pede consultoria que ele te passa o  novo bordado da vida.

Vá lá Markito, extrapole as expressões da plebe rude que habita esse universo em desencanto.

Fica na paz de deus e do diabo das terras do sol,

Um abraço.

13/03/2012

Solteiras #Femininas

Casa Fora do Eixo Minas e o S&D se encontram para falar de mulheres

Na última quinta-feira, 9 de março de 2012, a Casa Fora do Eixo Minas convidou as Solteiras e Descoladas para participar de um debate sob tema #femininas. O debate foi exibido nacionalmente via web pelo Pós TV.


Janine Avelar, colaboradora do blog há dois anos foi nos representar.

Para iniciar as atividades, a Casa Fora do Eixo exibiu o filme Bollywood Dream. O longa conta a história de 3 mulheres que vão em busca de papéis para atuar no cinema indiano.


                                                      Foto: arquivo casa fora do eixo 

Após a exibição as meninas da Casa Fora do Eixo Minas, Letícia e Raíssa Galvão, junto com a nossa colaboradora participaram do debate sobre o feminino. Dentre as tags discutidas podemos citar:

#tecdoamor

#paixão

#prostituição

#feminismo2.0

O debate foi muito bacana e está disponível aqui.

O blog S&D agradece o convite da Casa Fora do Eixo Minas e faz votos de que esta parceria siga rendendo muitos frutos!

12/03/2012

Independentes venceremos #concha



Por Daniel Toledo 
Link original aqui

Num contexto em que a cena musical independente de Minas Gerais e do Brasil ganham cada vez mais força, o portal O TEMPO Online passa, a partir de hoje, a abrigar um espaço dedicado à divulgação e reflexão sobre artistas e bandas que, seja em nosso Estado ou em outras partes do país, têm questionado e transformado o modus operandi do mercado musical brasileiro. Trata-se do Concha, site que reúne o que há de mais interessante no efervecente cenário da música brasileira.

Segundo a coordenadora do site, a jornalista Luiza de Sá, a ideia é bastante simples. "Com uma equipe de curadores composta por jornalistas, produtores e parceiros, o ‘Concha’ vai abrigar o que considerar relevante e que mereça ser espalhado por aí. A proposta é que, mais do que vitrine, o site seja também produtor de conteúdo, espaço para reflexão e indicador de tendências", adianta.

Integrante da banda Graveola e o Lixo Polifônico, o músico Luiz Gabriel aprova a iniciativa e reconhece o importante papel desempenhado pela internet no que se refere à divulgação das bandas independentes.

"No caso do Graveola, a internet foi fundamental para que chegássemos onde estamos hoje. Para mim, é bastante claro que a internet é o espaço onde a nossa música circula com mais intensidade e mais velocidade, alcançando lugares onde a gente nem pensava chegar", comenta o músico.

"Destacaria, nesse sentido, o Festival Sensacional, totalmente baseado no trabalho de bandas independente, que levou cerca de 10 mil pessoas à praça da Liberdade sem qualquer anúncio em rádio, outdoor ou coisa do tipo", completa, ressaltando a relevância da jovem cena local.

Mesmo diante de tantas conquistas, ressalta o músico Raul Gustavo, vocalista da banda Pequena Morte, ainda faltava às bandas independentes o devido reconhecimento pela grande mídia. "Pensando nesse contexto, acho que um dos nossos maiores desafios é chegar ao grande público e convencê-lo a abraçar novas ideias e novos nomes. Infelizmente, ainda se têm um conceito de que o bom é a Ivete Sangalo e tudo aquilo que está o tempo todo no rádio e na televisão", lamenta.

"Sem querer desmerecer ninguém, é sempre bom lembrar que tem muita gente boa por aí, e não faz mal nenhum dividir os espaços de visibilidade", defende.



vá para o site: Link aqui

Momento pede renovação da cena musical nacional
Daniel Toledo
Se, por um lado, novos nomes da música nacional têm fervilhado nas redes sociais, ainda é pequeno o espaço atribuído aos mesmos artistas nos veículos considerados como a grande mídia. É essa, ao menos, a opinião de Raul Gustavo, vocalista da banda Pequena Morte.

"Está na hora de desestabilizar um pouco essa história do que é mainstream e o que não é. Vejo, por exemplo, que há quase dez anos não desponta na mídia nada de muito grande na cena musical nacional, sendo que o surgimento de novos artistas e bandas é, na verdade, um movimento natural. Não vejo motivo para que fechemos os olhos às novidades", defende o músico, valorizando a importância da consolidação de uma nova geração da música brasileira.

É devido a esse contexto, acredita Raul, que os artistas e bandas surgidos na década de 2000 têm investido na criação de seus próprios circuitos. "De uns tempos para cá, muitos artistas têm se dedicado à produção de conteúdo e até mesmo de festivais dos quais possam participar e ainda convidar outras bandas. Por trás disso, está um desejo muito claro de virar notícia e, com isso, alcançar públicos cada vez maiores", aposta.

Opinião semelhante acerca do descompasso entre a realidade da música nacional e boa parte da grande mídia do país é compartilhada por Luiz Gabriel, integrante do Graveola e o Lixo Polifônico.

"Ainda existe uma defasagem muito grande dos grandes meios de comunicação de massa, sobretudo o rádio e a TV, em relação ao modo como as coisas funcionam hoje em dia. No geral, esses meios ainda são pautados por um tipo de política totalmente anacrônica e fechada a riscos e novidades", acredita o músico.

"Se existe, hoje, em Belo Horizonte, uma cena independente capaz de levar 10 mil pessoas a Praça da Liberdade, sem, contudo, chegar ao rádio e à televisão, o que temos é uma clara inadequa-ção política desses meios", analisa, valorizando a criação do Concha e citando como exemplo aproximações semelhantes realizadas em outros Estados brasileiros.

"De um modo geral, os centros que apostam nessa parceria têm alcançado grandes resultados, como é o caso da Gaby Amarantos, em Belém. Ela, que há pouco tempo era uma figura totalmente independente, hoje em dia toca para grandes plateias e leva a própria carreira de modo sustentável", exemplifica.

"Na minha visão, esse acerto de contas tem mesmo que acontecer em algum momento, pois traz consigo um significado social muito forte e relacionado à afirmação da nossa geração", sintetiza o músico.